quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

T-zão

Tesão não é ejaculação.
Marcas de Tesão é Tesão. 

Marcas cravadas com os dentes, não passam sem ejaculação.
Mãos cravadas não ultrapassam a pele com precisão.

Trepar não substitui masturbação.
Homem gema sem preocupação, é Tesão ouvir sua grunição
Aumenta a contração e a secreção.
As cores são explosão de Tesão.

No ventre pulsa um coração, que se espalha pelo corpo como larva de vulcão. 
Espasmos de Tesão no corpo e na imaginação...



Juh Agreste
(Dos Orgasmos Coloridos)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Turbilhões de águas

Um piercing,
Um peito,
Uma boca,
Um beck.


Dois peitos,
Duas bocas,
Três lombras...














Juh Agreste
(Dos Orgasmos Coloridos)

Beije-me!




Beije-me,
Beije-me,
Beije-me meus lábios,
Beije-me meus grandes lábios...


Foto: Tiago Oliveira





Juh Agreste
(Dos Orgasmos Coloridos)


quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Suposto texto sobre uma rivalidade que inventaram


A suposta rivalidade construída entre os Xokó e o Mocambo*

Percebi a importância da valorização da cultura indígena no país e em especial em Sergipe e ainda quando se aproxima a comemoração do 19 de abril, pela significante luta no território. Localizada na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha, nas margens do rio São Francisco, que conta sua história desde o século 17, quando o donatário da mesma região doou aos índios a extensão de uma “légua em quadro” por serviços guerreiros na luta contra os holandeses. A comunidade Xokó difere da maioria das lutas no país por não somente serem tirados de suas terras, mas por serem proibidos  por muito tempo, de dizer quem eram, de assumir sua identidade, de fazer seus ritos, de produzir cerâmica, de dançar o toré... Os Xokó em Sergipe moravam nas redondezas da Ilha de São Pedro e foram obrigados por fazendeiros da região a atravessar o rio e alojar-se somente na ilha, região bem menor daquelas que eles viviam, que era composta pela Ilha (97ha = hectares) e a região da Caiçara (4.220ha). Por volta da década de 70, deu-se o embate com esses fazendeiros, onde houve derramamento de sangue, armas foram expostas, até conseguirem chegar aos bancos dos tribunais de justiça, onde conseguiram a tutela federal, acompanhado pela territorialização das terras da Ilha de São Pedro e a Caiçara, e o mais importante, o direito de assumirem sua verdadeira identidade, nos mostrando toda luta e conquista de um povo guerreiro.
Vizinho a comunidade Xokó existe uma comunidade quilombola, o Mocambo. O Mocambo como os Xokó também partiram para a luta, para a conquista de seus direitos em Sergipe, sua luta é datada da década de 90 em que trouxe o reconhecimento com remanescentes quilombola e a conquista da terra foi um desses direitos conquistados.
Divididos por uma cerca de arrame, com fortes relações de parentesco, a luta pela conquista da valorização de serem o que são, como a luta pela terra, a discriminação, a perseguição, entre outros fatores, os une, por terem uma luta parecida debaixo de um sol rachante.
Nós, detentores da sistematização dos valores científicos, os acadêmicos, precisamos saber nos colocar em situações embaraçosas.  Percebemos o avanço dos Xokó em detrimento dos negros do Mocambo no que diz respeito à burocratização dos seus direitos, por até constatar que, por diversas vezes o representante dos Xokó, Apolônio Xokó, esteve em tantos lugares inicialmente a representar e defender os direitos dos negros e negras do Mocambo, segundo o mesmo**. Assim venho frisar o cuidado de se propagar a rivalidade e o conflito entre essas comunidades, principalmente no meio acadêmico, e a ter a percepção que para diversos alunos e alunas as palavras dos professores e professoras ainda constituem verdade absoluta.
A possibilidade de vivenciar conteúdos na prática se faz de uma experiência única, para qualquer etapa da vida acadêmica, mas o uso da justificativa da rivalidade entre as comunidades para se explicar situações embaraçosas, fica difícil a credibilidade enquanto informação científica.  Conversando com alguns índios Xokó no ultimo dia 15 desse mês e ano, eles me confirmaram sim a rivalidade dessas comunidades, mas no que se tange dentro dos campos de futebol e somente lá, mostrando ser pontual as pequenas intrigas. Com esse relato, deixo minha indignação com relação a interferência da academia na construção de pseudo valores que só fazem implodir as lutas, as conquistas de povos ancestrais no território sergipano, que ainda se tem muito por conquistar e a se comemorar, não se restringindo ao 19 de abril.


REFERENCIA BIBLIOGRÁFICAS
*Texto escrito pela graduanda em História Juliana de Almeida Aguiar Silva. Email: juliana.almeidaaguiar@gmail.com
**Entrevista concedida por Apolônio Xokó em 15/04/2012 na comunidade Xokó.
ARRUTI, José Maurício Paiva Andion. Mocambo: antropologia e história do processo de formação quilombola. Bauru, SP: EDUSC, 2006. 368 p.
DANTAS, Beatriz Góis. Xokó: grupo indígena em Sergipe. Aracaju, SE: Secretaria de Estado da Educação do Desporto e do Lazer, 997.. 45 p.

terça-feira, 24 de abril de 2012

# Umaviagemmesmo #

Uma cangaceira adormecida
Bonita como a flor de mandacaru

Seu beijo tem identidade própria
Conhecido pelo nome bei-Juh

Dos confins do sertão você veio
Ju paiona é  seu codinome

Muito admirada pelas mulheres
E pelos cabra home também

Jorge Amado criou Tieta
Que assim como Juh é do agreste
Mas suas ideias não se comparam

Com essas gostosa virada na peste

Minha criatividade foi pro saco
Termino os versos sem conclusão

Quem sabe um dia os termino
Depois de fumar um charutão

De: Bruno Almeida

Uma homenagem as viagens de Vaneide Paiona e Bruno Rá juntos! Adoro está junto a vcs!!!

domingo, 18 de setembro de 2011

Sou sexo, carne, tato!


Num consigo ficar sozinha literalmente, mas é literalmente mesmo.
A presença, além de dividir os prazeres carnais, dividi meus anseios. Desde sempre tive pessoas muito próximas, meio que acostumei com isso, à presença. Já que a grande diferença é que faltasse algo. Talvez uma cumplicidade, um “ transmimento de pensação” que nunca vivi em nenhum outro momento em minha vida. Nem sei se ia rola pra sempre, mais seria intenso e muito cumplice, companheiros. Nem consigo esquecer, tem dias que é foda. Mas longe de dolorosas pra mim, num adianta ideologia, amor,... E nem é egoísmo! É uma fraqueza construída que confessa que não consigo AINDA me desfazer... Tentei, tento, mais ainda não consegui. Nessas tentativas, foram dolorosas, por isso não quero tentar mais, já que sempre envolve outro. Agora quero pagar esse ônus, sozinha.
Tô só postando como achei, tinha uma cor amarelada e furos de traça.
Juh

Imagem Jack Vettriano.

Conformar?


‎"Eu não esqueci, apenas me conformei com a ausência”.

Ou será eu conformarei, no futuro do presente simples;

ou estou mais para futuro do pretérito simples - condicional 1, eu conformaria, com a condição que o tempo passe;

ou mesmo pretérito perfeito (se é que existe) composto do indicativo,eu tenho conformado;

nem voi falar do " mais-que-perfeito”;

assim, fico com o imperativo afirmativo: eu - .

Ah, conformar é tomar a forma de algo!

(?)


Juh